Desempenho econômico

Reestruturação empresarial

Em 2016 a gestão financeira da Odebrecht S.A. esteve focada em liquidez, adequação da estrutura de capital, por meio do programa de desmobilização dos ativos, assim como na reestruturação financeira de alguns Negócios fortemente impactados por um cenário de restrição de crédito e crise econômica.

 

Foram destaques as reestruturações financeiras de três Negócios:

 Odebrecht Agroindustrial  – concluiu em julho de 2016 a renegociação da sua dívida e o fortalecimento da sua estrutura de capital, com comprometimento de credores e acionistas, o que possibilitou a manutenção de aproximadamente 11.500 empregos. A operação contou com uma capitalização de R$ 6 bilhões pelo acionista. Atualmente a empresa tem uma alavancagem compatível com sua geração de caixa, com prazo de pagamento total de 13 anos, incluindo cinco anos de carência. Vale destacar a evolução da performance operacional do Negócio em 2016.

 Enseada Indústria Naval  – fortemente impactada pela paralisação das atividades da Sete Brasil, que desencadeou uma crise financeira no setor, a Enseada Indústria Naval teve o seu plano de Negócio revisto. A Odebrecht S.A., detentora de 35% de participação na Enseada, fez aportes financeiros que garantiram a manutenção das operações do Negócio e apoiaram a desmobilização ordenada e respeitosa de cerca de 8 mil funcionários. A proposta de recuperação extrajudicial da empresa foi protocolada em janeiro de 2017, com objetivo de estabilizar o Negócio e dar continuidade às operações por meio de um novo posicionamento estratégico.

 Odebrecht Óleo e Gás  – desde o final de 2015, a Odebrecht Óleo e Gás esteve engajada em discussões construtivas com os detentores dos bonds com vencimento em 2021 e 2022. Tais negociações tornaram-se necessárias após o cancelamento pela Petrobras, em setembro de 2015, dos contratos de afretamento e operação da sonda ODN Tay IV, que deveria vigorar até 2020. Em maio de 2017, a Odebrecht Óleo e Gás fechou acordo com a maior parte dos credores para a reestruturação financeira de cerca de US$ 5 bilhões em dívidas, por meio de uma recuperação extrajudicial. Os ativos da empresa que estão atualmente em operação apresentam boa performance. A Odebrecht Óleo e Gás possui recursos suficientes para continuar operando esses ativos.

 

Venda de ativos

A Odebrecht S.A evoluiu durante o ano em seu plano de alienação de ativos avaliados em, aproximadamente, R$ 12 bilhões, e concluiu importantes negociações. Até dezembro de 2016, as vendas totalizaram, aproximadamente, R$ 5 bilhões, em negociações que permitiram também a redução de outros R$ 5,9 bilhões em sua dívida bruta.



Junho

2016

  • » Venda de 57% da concessionária Rutas de Lima para a Brookfield Business Partners LP.

Outubro

2016

  • » Venda da Odebrecht Energias Alternativas, detentora do Complexo Eólico Corredor Senandes, para o grupo NC.
  • » Venda da Odebrecht Ambiental para a Brookfield.

Novembro

2016

  • » Venda da Concessionaria Trasvase Olmos S.A. (CTO) e H2Olmos S.A., concessões do Projeto Olmos de irrigação no Peru, à Brookfield Infrastructure e à Suez.


Entre outros ativos em análise e negociação para venda, estão a participação de 28,6% na empresa Santo Antônio Energia e uma usina hidrelétrica no Peru. Além disso, o ressarcimento dos investimentos realizados no gasoduto do Peru, concessão cancelada pelo governo do país, deverá ocorrer ao longo de 2017, a partir de um leilão a ser conduzido pelo Governo Peruano.

 
 

Desempenho Econômico dos Negócios


RECEITA BRUTA (R$ milhões) R$ 83.480 US$ 40.851 2012 R$ 96.930 US$ 41.377 2013 R$ 104.400 US$ 44.358 2014 R$ 131.983 US$ 38.961 2015* R$ 89.762 US$ 25.721 2016
EBITDA (R$ milhões) R$ 8.087 US$ 3.957 2012 R$ 11.418 US$ 4.874 2013 R$ 14.750 US$ 6.267 2014 R$ 20.759 US$ 6.128 2015 R$ 17.814 US$ 5.104 2016


RECEITA BRUTA POR NEGÓCIO 62% BRASKEM 21% OEC 4% OOG 6% OAI 3% OTP 2% OLI 1% OR 1% OUTROS
EBITDA POR NEGÓCIO 65% BRASKEM 9% OEC 10% OOG 9% OAI 5% OTP 3% OLI -3% OR 2% OUTROS


Observação: As demonstrações financeiras estão em fase final de elaboração.

Nos valores de Receita Bruta e Ebitda, a conversão foi feita pelo câmbio médio de cada um dos anos: 2016 (US$ 1 = R$ 3,4899); 2015 (US$ 1 = R$ 3,3876); 2014 (US$ 1 = R$ 2,3536); 2013 (US$ 1 = R$ 3,3426); 2012 (US$ 1 = R$ 2,0435).

* Valores reapresentados